quarta-feira, 4 de maio de 2011
O aumento da violência doméstica em São João del-Rei
Divino Sabor da Tradição Mineira
| A planta é repleta de espinhos |
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| O garçom Ailton colhe a planta no próprio restaurante |
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| O frango com ora-pro-nobis depois de servido |
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| A dona-de-casa Maria de Lourdes e sua muda de ora-pro-nobis |
terça-feira, 3 de maio de 2011
Arte, sustentabilidade, criatividade e iniciativa
Parte do cenário da peça Retratos Insustentáveis |
Foto: Luis Gustavo
| O público se mistura aos atores e cenário |
| A palestrante Profª. Filomena Bomfim |
Semana Santa reúne grande número de fiéis e turistas em São João del-Rei
| Trânsito em Tiradentes (acima) e São João del-Rei (abaixo) exigiu paciência dos motoristas, principalmente nas vias do centro histórico. |
| Com o tema "São João del-Rei: cidade da música", o Projeto Atitude Cultural conservou a tradição dos tapetes de rua nas principais procissões da Semana Santa. |
| Em sua primeira Semana Santa como bispo diocesano de São João del-Rei , Dom Célio de Oliveira Goulart (foto) destacou-se nas celebrações litúrgicas tradicionais. "Tive muita paciência para acompanhar e poder viver e sentir, porque se isso diz muito para o povo, para nós [bispos e padres] tem que ser ainda mais forte". Pousadas têm lotação de 100%. Em vídeo, o gerente da pousada Beco do Bispo, Marcos Teixeira, propõe pequenas ações para agradar ao público visitante a fim de suprir a carência de investimentos no setor de pousadas e hotéis em São João del-Rei. Fotos: Eduardo Maia e Carol Slaibi |
Sites de compras coletivas regionais fazem sucesso em São João del-Rei
Paulo Henrique Fazzion, proprietário do Minas Desconto. Foto: Ana Pessoa Santos |
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Parque Francisco de Assis, novo canil de Lavras
Por Karen Abreu e Natasha TerraQuatrocentos cachorros distribuídos em 15 baias, uma maternidade e três galpões. Essa é a realidade do novo canil municipal de Lavras. A obra, que começou em janeiro desse ano e não tem data para terminar, está sendo feita no antigo matadouro da cidade. O trabalho, realizado por voluntários, ainda precisa da ajuda da população.
A presidente do Parque Francisco de Assis, novo nome do canil, Agulúcia Martins Amarante, esclarece que o antigo espaço, que funcionava num sítio alugado, não estava mais suportando o grande número de animais. Chegou a receber 500 cães onde cabiam 150. Além disso, o dono do lugar pediu de volta a propriedade fazendo com que os voluntários fossem em busca de um novo espaço .
O novo terreno, doado pela prefeitura, está passando por uma obra de adaptação. Lenilce Rezende Gomide, coordenadora de construção e recursos, explica que a obra será feita a longo prazo, em várias etapas. Haverá uma casa de cura contendo ambulatório, salas para pequenas cirurgias, vacinação, banho e tosa. Além disso, a farmácia provisória será melhorada.
Embora a maior parte do trabalho, tanto na construção quanto no cuidado dos animais, seja realizada por voluntários,
o canil tem três funcionários remunerados. Segundo Gomide, a despesa mensal do Parque varia entre R$ 30 mil e R$ 40 mil reais. Desse total, a prefeitura repassa R$ 10 mil, utilizados para a compra da ração.De acordo com a presidente, os cães chegam até o Parque com a ajuda da vigilância sanitária, cuja preferência é por animais em estado de saúde precária. As voluntárias enfatizam que não aceitam doações domésticas, uma vez que, o abrigo já atingiu sua capacidade máxima.
Em relação às adoções, Amarante e Gomide explicam que qualquer indivíduo pode adotar um cão desde que tenha condições adequadas para receber o animal em casa. Para isto, é feita uma entrevista, além da assinatura de um termo de guarda pelos aprovados.
Agulúcia Amarante fala da importância do canil para Lavras
Informação e preparo diminuem o estresse do vestibular
Carol Argamim Gouvêa e Íris Marinelli
Fernanda Silva Oliveira já deixou de dormir e comer direito por causa de uma nota ruim no colégio. Estudante do 3º ano de uma escola particular em São João del-Rei, ela sofre com a pressão causada pelo vestibular para medicina que irá prestar no final do ano. Já Letícia Giarola, que irá tentar arquitetura, deixa de sair aos finais de semana para adiantar os estudos e se priva também da internet. Assim como elas, milhões de jovens têm seu equilíbrio abalado diante da perspectiva de enfrentar uma prova que poderá decidir o seu futuro.
| Alunos assistem aula no cursinho Frei-Seráfico |
“Diante da concorrência do vestibular, os estudantes tendem a desenvolver uma insegurança e temor, além de ficarem com a auto-estima baixa”, afirma a psicóloga, mestre em orientação profissional, Ivanize dos Santos Lima. “O aluno vivencia uma angústia, uma ansiedade muito grande”, conta.
Para a psicóloga, a falta de informação e preparo dos vestibulandos também geram ansiedade. O anseio de passar na prova, aliado ao sentimento de não estar capacitado para isso, acaba causando o estresse pré-vestibular. “As escolas devem oferecer um espaço para os alunos refletirem sobre suas decisões profissionais”, afirma Ivanize. “Além disso, devem trabalhar mais para informar os alunos. A falta de informação é um dos maiores problemas”, completa.
O papel da família e da escola
Não são apenas a concorrência e a falta de informação os responsáveis por criar tensão sobre os vestibulandos. A expectativa da família ou a falta de apoio, assim como a forma de abordagem das escolas, são fatores que contribuem para aumentar o estresse dos alunos. “Tudo depende do ambiente escolar e familiar, das expectativas”, afirma a psicóloga.
Segundo ela, o apoio familiar é fundamental para o bom desempenho dos estudantes. Ela afirma que famílias de alunos de colégios particulares tendem a criar muitas expectativas, pois estão fazendo um investimento, e geralmente cobram por resultados positivos. Entretanto, a estudante Petra Bastoni conta que a pressão vem dela mesma. “Ninguém merece ficar fazendo cursinho. Minha família só me apóia, não faz pressão”, diz.
Por outro lado, “alunos de escolas públicas sofrem algumas vezes com a indiferença da família. Acontece de a família querer que o aluno gere renda financeira imediatamente e a faculdade lhes parece algo a longo prazo”, explica Ivanize. Isso faz com que a família dê pouca importância à busca pelo diploma universitário e cobre mais dos filhos um emprego imediato, deixando-os sem apoio e incentivo, o que pode criar tanto estresse quanto desinteresse pelo vestibular.
As escolas também são responsáveis pelo comportamento do aluno diante do vestibular. Os colégios particulares dão muito preparo e informação aos alunos, entretanto, costumam pressioná-los para bom desempenho no exame. Ivanize explica que “isso acontece porque a escola quer se projetar como uma escola que aprova. O critério atual para se dizer se uma escola é boa se baseia no número de alunos aprovados no vestibular”. Ivanize acredita que na rede pública o processo seja diferente, pois não importa o número de aprovados e os alunos acabam ficando desinformados. As duas questões podem gerar estresse, segundo a psicóloga.
A questão da escolha
Um dos maiores desafios para os vestibulandos é a escolha do curso. A falta de informação, a pouca idade desconhecimento das próprias preferências e necessidades faz com que o jovem se veja muitas vezes perdido em relação a que curso escolher, o que pode levá-lo a decisões erradas. É o caso de Diego Ávila, que irá prestar novamente o vestibular após passar por dois cursos na universidade e desistir: “Primeiro fiz Educação Física por pressão do meu pai. Depois entrei para Engenharia, mas só estava tirando notas ruins e resolvi trancar. Agora vou tentar Economia”, conta Diego. Já Thaynara Carvalho, ainda não fez sua escolha: “ainda não consegui me decidir”, conta.
| Professor dá aula para sala completamente cheia no Frei-Seráfico |
Segundo Ivanize, é feito um trabalho de conscientização com os estudantes. Ajudá-los a fazer uma boa escolha, aproximá-los da realidade e encaminhá-los a uma decisão mais “pé no chão”, são alguns dos objetivos da orientação. “Estudamos os fatores que interferem na escolha, buscamos informações sobre as profissões e tentamos fazer o aluno conhecer não só a profissão, mas principalmente a si mesmo”, explica.
A psicóloga diz que o trabalho é realizado apenas em escolas públicas porque “existem dois tipos de vestibulando: o de escola pública e o de escola particular”. Segundo ela, os alunos de escola particular têm acompanhamento e mais informação, enquanto que a escola pública “dá muito pouca importância a esse momento dos estudantes, deixa o aluno praticamente abandonado”. Por isso o trabalho de Ivanize Lima é voltado para a rede pública.
No colégio particular Instituto Auxiliadora, por exemplo, a psicóloga Pollyanna Andrade Oliveira promove visitas a feiras de profissões em várias universidades, orientação para organizar os estudos, além de palestras de ex-alunos e testes vocacionais. No cursinho preparatório Frei Seráfico também existe um trabalho com psicóloga, mas é mais voltado para a clínica. “A psicóloga tem horários fixos em que os alunos podem marcar uma consulta. Se for necessário um tratamento prolongado, eles são encaminhados para o consultório particular e pagam um valor com desconto”, conta o diretor do Frei Seráfico, Luis Antônio Chaves.
O diretor do colégio e cursinho Frei Seráfico, Luis Antônio Chaves e a Coordenadora do Ensino Médio do Instituto Auxiliadora, Magali Aquino contam o que a escola faz com relação aos vestibulandos:
Historiadora são-joanense publica livro sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial
“Montese significa terreno minado, lutas sem trégua, até corpo-a-corpo, sangue, estilhaços, morte de companheiros esquartejados por granadas...” a definição da Tomada de Montese feita pelo Cabo Francisco Pedro ilustra o que os brasileiros, em especial os são-joanenses que compunham o 11º Regimento de Infantaria enfrentaram em sua participação na Segunda Guerra Mundial. O 11ºRI, atualmente conhecido como 11º Batalhão de Infantaria, enviou cinco mil homens à Segunda Guerra, e grande parte foi responsável pela conquista de Montese.
A vitória se deve ao fato do 11º Batalhão de Infantaria ser um dos únicos no Brasil especializados em montanha, característica da cidade de Montese, onde aconteceu uma das principais batalhas da Segunda Guerra Mundial. E foi justamente a data de comemoração da Tomada de Montese, 16 de Abril, que a historiadora são-joanense Virgínia Guimarães Carvalho, escolheu para lançar o livro: Ex-combatentes do Brasil - Entre a Historia e a Memória, que trata desse tema.
Para o historiador e também doutorando em historia pela UFMG, Carlos Malaquias, “o discurso do historiador sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra é sempre um discurso polifônico, que tenta dar voz aos vários agentes que tornaram esse fato possível e revelar sua experiência.” No Brasil, apenas sete profissionais, contando com a autora Virgínia Guimarães Carvalho, estudam e trabalham o assunto.
O interesse e a curiosidade pela Segunda Guerra Mundial surgiram por questões familiares. “Sendo neta de um veterano da FEB, que sempre se recusara a falar sobre as situações na Itália, cresci na expectativa de um dia penetrar um pouco mais no mundo daquele homem inconstante e doce que é meu avô paterno” afirma a autora.
Quando iniciou suas pesquisas sobre o tema, algumas ressalvas foram feitas à autora por seus orientadores “sempre pensei em me aprofundar no tema, no entanto quando decidir tratá-lo como minha monografia, alguns professores me desaconselharam, já que para muitos, historiadores e exército não combinam” declarou.
Quando terminou sua monografia de conclusão do curso de História pela Universidade Federal de São João del Rei, Virgínia Guimarães Carvalho se inscreveu em um concurso nacional promovido pela Bibliex e conquistou segundo lugar nacional com o trabalho. Após essa vitória, continuou desenvolvendo o tema em seu mestrado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o que deu origem ao livro: Ex-combatentes do Brasil – Entre a História e a Memória. A publicação conta com 282 páginas e pode ser encontrado nas livrarias do país e através do site www.vihoje.net.
http://www.youtube.com/watch?v=O94qswLh4yM
Sexo seguro com distribuição de preservativos por motéis
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| Nos quartos, os preservativos ficam disponiveis para a compra |
Universitários enfrentam perigos em ciclovia para UFSJ
Buracos, mato alto, iluminação e sinalização precárias, lama nos dias de chuva, blocos de concreto soltos na pista e a falta de um trevo para acesso ao Campus Tancredo Neves (CTan) são perigos constantes para os universitários que usam bicicleta para chegar a esta unidade da UFSJ. À noite, a falta de visibilidade dos ciclistas por causa dos faróis altos dos carros é outro problema que incomoda e coloca em risco a vida dos estudantes que trafegam pela ciclovia, criada em 2006.
Isis Aline Ferreira, 25, que está no 3° período do curso de Teatro e trafega pela ciclovia várias vezes ao dia e à noite, desabafa: “as dificuldades já começam no final da Leite de Castro, onde não existem semáforos que priorizem a passagem dos ciclistas para pegarem a ciclovia”.
O diretor de Departamento da Secretaria Municipal de Obras, Júlio Rabelo Zanetti, diz que a prefeitura está fazendo obras emergenciais. “O problema do barro na ciclovia nós estamos tentando resolver com a instalação de um bueiro próximo ao CAIC, a fim de conter o excesso que desce em dias dia chuva. Quanto aos buracos e à carência de sinalização, a responsabilidade não cabe somente a prefeitura, mas também ao Departamento de Estradas e Rodagens, com sede em Oliveira”, afirma,
Já a reitoria da UFSJ informou, em nota, que vem fazendo gestões junto aos Governos Federal, Estadual e Municipal para a manutenção da ciclovia e do trecho rodoviário, inclusive para melhoria da iluminação. Também reconheceu que o local encontra-se em péssimo estado de conservação, oferecendo riscos aos trabalhadores, alunos e à comunidade que mora, trabalha ou utiliza a via para práticas esportivas.
No comunicado, a reitoria informa, ainda, que “está em tramitação o projeto de construção do trevo do CTAN, obra avaliada em cerca de R$ 5 milhões que inclui a duplicação da rodovia”, além da previsão de troca das lâmpadas num convênio da prefeitura e da Cemig.
Confira a visão noturna dos ciclistas que estudam no CTan neste vídeo:




