terça-feira, 3 de maio de 2011

Semana Santa reúne grande número de fiéis e turistas em São João del-Rei

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, número de turistas superou
o dos últimos anos em razão do feriado de 21 de abril. Foto do Largo das Mercês no
Sermão do Descendimento, na Sexta-feira Santa.
Trânsito em Tiradentes (acima) e São João del-Rei (abaixo)
exigiu paciência dos motoristas, principalmente nas vias do centro histórico.
  
Com o tema "São João del-Rei: cidade da música", o Projeto Atitude Cultural conservou a tradição
dos tapetes de rua  nas principais procissões da Semana Santa.
"Tem que se deixar envolver"
Em sua primeira Semana Santa como bispo diocesano de São João del-Rei , Dom Célio de Oliveira Goulart (foto)  destacou-se nas celebrações litúrgicas tradicionais. "Tive muita paciência para acompanhar e poder viver e sentir, porque se isso diz muito para o povo, para nós [bispos e padres] tem que ser ainda mais forte".

Pousadas têm lotação de 100%.
Em vídeo, o gerente da pousada Beco do Bispo, Marcos Teixeira, propõe pequenas ações para agradar ao público visitante a fim de suprir a carência de investimentos no setor de pousadas e hotéis em São João del-Rei. 


Fotos: Eduardo Maia e Carol Slaibi

Sites de compras coletivas regionais fazem sucesso em São João del-Rei


Ana Pessoa Santos e Renato Brunelli

Paulo Henrique Fazzion, proprietário do Minas Desconto.
Foto: Ana Pessoa Santos
Os sites de compras coletivas já existem há algum tempo, mas recentemente, empreendedores de São João del-Rei e região começaram a investir neste ramo, enfocando principalmente o mercado local. Atualmente, a cidade possui cinco sites, que oferecem descontos que variam entre 40 e 75% em diversos produtos e serviços. Para a mestranda em Letras,  Hellem Cristina de Oliveira Guimarães, “o grande atrativo das compras coletivas é o excelente desconto oferecido, no entanto, não se pode descartar que a possibilidade de conhecer lugares novos também é bastante interessante”.
“As compras coletivas possibilitam que mais pessoas frequentem estes estabelecimentos e assim acabam divulgando seus negócios”, diz a economista Daniela Almeida Raposo Torres. Paulo Braga, proprietário da academia Performace, comenta que “o fato dos sites estimularem o comércio e a inclusão de pessoas que estão fora do mercado, chamou muito a atenção”. Ele conta ainda que “repetimos a promoção porque tivemos um retorno muito grande”.
Paulo Henrique Fazzion, proprietário do um dos sites que atuam em São João del-Rei, o Minas Descontos, conta que a adesão foi melhor do que o esperado, mas que ainda existe o medo da compra pela internet “tivemos algumas vendas que as pessoas não chegaram a finalizar, pois não efetuaram o pagamento”, diz. Já Isabel Braga, relações públicas do Clube Real, conta que a equipe encontrou resistência por parte dos fornecedores, mas que aos poucos estão conseguindo mudar esta visão. “Muitos enxergavam a possibilidade de parceria como prejuízo e não como oportunidade e investimento em marketing”, diz.
Guimarães, que comprou uma pizza e um crepe em uma oferta no Alkateia, acredita que “as pessoas que oferecem esses serviços preocupam-se em tratar muito bem seus clientes para torná-los assíduos”. Sobre o atendimento, Torres ressalta que “os estabelecimentos devem ficar atentos a atender bem este público, pois a propaganda boca a boca vale muito mais do que qualquer outra”.
Apesar das vantagens oferecidas pelas compras na internet, “o consumidor deve sempre atentar para a loja que coloca o produto/serviço à venda; procurar saber se o site é confiável, se há endereço (físico) da empresa, telefone, CNPJ; a forma de pagamento, evitando fornecer dados do cartão de crédito, senhas bancárias”, diz a defensora pública Luciana Mourão Rezende. Ela ainda adverte que os estabelecimentos “devem analisar se o site de compra coletiva é confiável e se existem outras empresas participantes conhecidas”.
 “Caso o consumidor adquira um produto ou contrate um serviço e não o receba, deve, em primeiro lugar, entrar em contato com a empresa, preferencialmente pela via escrita (e-mail, carta) para reclamar diretamente e caso não obtenha resposta, deve procurar os Juizados Especiais para exigir o produto/serviço ou o dinheiro de volta, cumulado com indenização” diz Rezende. Ela ainda ressalta que “para valores de até 20 salários mínimos, o próprio consumidor poderá efetuar a reclamação, independentemente de Defensor Público ou advogado, nos termos da lei 9.099/95”.

Compras Coletivas
Os sites de compras coletivas surgiram em 2008 nos Estados Unidos, mas só chegaram ao Brasil em 2010, através das ações da empresa americana Groupon, que começou atuando em São Paulo. Oprimeiro site totalmente brasileiro foi o Peixe Urbano que já exerce suas atividades em mais de 80 cidades. Hoje, existem também os sites agregadores, que reúnem as informações das ofertas dos principais sites de compras coletivas, facilitando a visualização pelos clientes.
Logo após a negociação com os parceiros, a oferta é disponibilizada no site por tempo determinado. É informado ao consumidor o produto ou serviço oferecido, o preço, o desconto e o tempo de validade do cupom, além de outras informações importantes. Depois que a pessoa efetua o pagamento, ela recebe um cupom ou um código, que deve ser levado ao estabelecimento, quando for utilizar o serviço ou retirar o produto adquirido.
A divulgação das ofertas geralmente é feita através de redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut, além do envio de newsletter para o e-mail das pessoas cadastradas. Isabel Braga conta que “buscamos, a cada dia, fortalecer os meios de divulgação existentes e agregar novos meios, para, a cada dia, alcançar mais usuários e parceiros”.
Os produtos variam, assim como os descontos. São oferecidos tratamento dentário, porções em bares e restaurantes, diárias em hotéis e pousadas, lavagem de carro, curso de inglês e serviços em salões de beleza, entre outros.
A estudante de Geografia da Universidade Federal de São João del-Rei Raquel Ramos fala da sua experiência em um site de compras coletivas:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Parque Francisco de Assis, novo canil de Lavras

Por Karen Abreu e Natasha Terra

Quatrocentos cachorros distribuídos em 15 baias, uma maternidade e três galpões. Essa é a realidade do novo canil municipal de Lavras. A obra, que começou em janeiro desse ano e não tem data para terminar, está sendo feita no antigo matadouro da cidade. O trabalho, realizado por voluntários, ainda precisa da ajuda da população.
A presidente do Parque Francisco de Assis, novo nome do canil, Agulúcia Martins Amarante, esclarece que o antigo espaço, que funcionava num sítio alugado, não estava mais suportando o grande número de animais. Chegou a receber 500 cães onde cabiam 150. Além disso, o dono do lugar pediu de volta a propriedade fazendo com que os voluntários fossem em busca de um novo espaço .
O novo terreno, doado pela prefeitura, está passando por uma obra de adaptação. Lenilce Rezende Gomide, coordenadora de construção e recursos, explica que a obra será feita a longo prazo, em várias etapas. Haverá uma casa de cura contendo ambulatório, salas para pequenas cirurgias, vacinação, banho e tosa. Além disso, a farmácia provisória será melhorada.
Embora a maior parte do trabalho, tanto na construção quanto no cuidado dos animais, seja realizada por voluntários, o canil tem três funcionários remunerados. Segundo Gomide, a despesa mensal do Parque varia entre R$ 30 mil e R$ 40 mil reais. Desse total, a prefeitura repassa R$ 10 mil, utilizados para a compra da ração.
De acordo com a presidente, os cães chegam até o Parque com a ajuda da vigilância sanitária, cuja preferência é por animais em estado de saúde precária. As voluntárias enfatizam que não aceitam doações domésticas, uma vez que, o abrigo já atingiu sua capacidade máxima.
Em relação às adoções, Amarante e Gomide explicam que qualquer indivíduo pode adotar um cão desde que tenha condições adequadas para receber o animal em casa. Para isto, é feita uma entrevista, além da assinatura de um termo de guarda pelos aprovados.

Agulúcia Amarante fala da importância do canil para Lavras

Informação e preparo diminuem o estresse do vestibular


Carol Argamim Gouvêa e Íris Marinelli

Fernanda Silva Oliveira já deixou de dormir e comer direito por causa de uma nota ruim no colégio. Estudante do 3º ano de uma escola particular em São João del-Rei, ela sofre com a pressão causada pelo vestibular para medicina que irá prestar no final do ano. Já Letícia Giarola, que irá tentar arquitetura, deixa de sair aos finais de semana para adiantar os estudos e se priva também da internet. Assim como elas, milhões de jovens têm seu equilíbrio abalado diante da perspectiva de enfrentar uma prova que poderá decidir o seu futuro.
Alunos assistem aula no cursinho Frei-Seráfico
O último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), aplicado em 2010, contou com aproximadamente 3,3 milhões de estudantes inscritos. Como essa prova é aplicada em todo o país e a nota é utilizada no processo seletivo de inúmeras instituições de ensino superior, pode-se ter uma ideia de quantas pessoas se dedicam à tentativa de ingressar em uma universidade. Só no Vestibular de Inverno da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), que acontece no próximo mês, estão inscritos quase 9 mil candidatos para 707 vagas.
“Diante da concorrência do vestibular, os estudantes tendem a desenvolver uma insegurança e temor, além de ficarem com a auto-estima baixa”, afirma a psicóloga, mestre em orientação profissional, Ivanize dos Santos Lima. “O aluno vivencia uma angústia, uma ansiedade muito grande”, conta.
Para a psicóloga, a falta de informação e preparo dos vestibulandos também geram ansiedade. O anseio de passar na prova, aliado ao sentimento de não estar capacitado para isso, acaba causando o estresse pré-vestibular. “As escolas devem oferecer um espaço para os alunos refletirem sobre suas decisões profissionais”, afirma Ivanize. “Além disso, devem trabalhar mais para informar os alunos. A falta de informação é um dos maiores problemas”, completa.

O papel da família e da escola
Não são apenas a concorrência e a falta de informação os responsáveis por criar tensão sobre os vestibulandos. A expectativa da família ou a falta de apoio, assim como a forma de abordagem das escolas, são fatores que contribuem para aumentar o estresse dos alunos. “Tudo depende do ambiente escolar e familiar, das expectativas”, afirma a psicóloga.
Segundo ela, o apoio familiar é fundamental para o bom desempenho dos estudantes. Ela afirma que famílias de alunos de colégios particulares tendem a criar muitas expectativas, pois estão fazendo um investimento, e geralmente cobram por resultados positivos. Entretanto, a estudante Petra Bastoni conta que a pressão vem dela mesma. “Ninguém merece ficar fazendo cursinho. Minha família só me apóia, não faz pressão”, diz.
Por outro lado, “alunos de escolas públicas sofrem algumas vezes com a indiferença da família. Acontece de a família querer que o aluno gere renda financeira imediatamente e a faculdade lhes parece algo a longo prazo”, explica Ivanize. Isso faz com que a família dê pouca importância à busca pelo diploma universitário e cobre mais dos filhos um emprego imediato, deixando-os sem apoio e incentivo, o que pode criar tanto estresse quanto desinteresse pelo vestibular.
As escolas também são responsáveis pelo comportamento do aluno diante do vestibular. Os colégios particulares dão muito preparo e informação aos alunos, entretanto, costumam pressioná-los para bom desempenho no exame. Ivanize explica que “isso acontece porque a escola quer se projetar como uma escola que aprova. O critério atual para se dizer se uma escola é boa se baseia no número de alunos aprovados no vestibular”. Ivanize acredita que na rede pública o processo seja diferente, pois não importa o número de aprovados e os alunos acabam ficando desinformados. As duas questões podem gerar estresse, segundo a psicóloga.

A questão da escolha
Um dos maiores desafios para os vestibulandos é a escolha do curso. A falta de informação, a pouca idade desconhecimento das próprias preferências e necessidades faz com que o jovem se veja muitas vezes perdido em relação a que curso escolher, o que pode levá-lo a decisões erradas. É o caso de Diego Ávila, que irá prestar novamente o vestibular após passar por dois cursos na universidade e desistir: “Primeiro fiz Educação Física por pressão do meu pai. Depois entrei para Engenharia, mas só estava tirando notas ruins e resolvi trancar. Agora vou tentar Economia”, conta Diego. Já Thaynara Carvalho, ainda não fez sua escolha: “ainda não consegui me decidir”, conta.
Professor dá aula para sala completamente cheia no Frei-Seráfico
Para amenizar essa dificuldade, Ivanize, que também é professora da UFSJ, criou há mais de 20 anos o projeto de extensão “Orientação Profissional nas escolas públicas de São João del-Rei”. São atendidos 150 alunos por ano, através de trabalhos individuais, de grupo e palestras, onde se procura direcionar o interesse dos alunos, trazer conhecimento, realizar pesquisas e encaminhar os estudantes a tomar suas próprias decisões com segurança.
Segundo Ivanize, é feito um trabalho de conscientização com os estudantes. Ajudá-los a fazer uma boa escolha, aproximá-los da realidade e encaminhá-los a uma decisão mais “pé no chão”, são alguns dos objetivos da orientação. “Estudamos os fatores que interferem na escolha, buscamos informações sobre as profissões e tentamos fazer o aluno conhecer não só a profissão, mas principalmente a si mesmo”, explica.
A psicóloga diz que o trabalho é realizado apenas em escolas públicas porque “existem dois tipos de vestibulando: o de escola pública e o de escola particular”. Segundo ela, os alunos de escola particular têm acompanhamento e mais informação, enquanto que a escola pública “dá muito pouca importância a esse momento dos estudantes, deixa o aluno praticamente abandonado”. Por isso o trabalho de Ivanize Lima é voltado para a rede pública.
No colégio particular Instituto Auxiliadora, por exemplo, a psicóloga Pollyanna Andrade Oliveira promove visitas a feiras de profissões em várias universidades, orientação para organizar os estudos, além de palestras de ex-alunos e testes vocacionais. No cursinho preparatório Frei Seráfico também existe um trabalho com psicóloga, mas é mais voltado para a clínica. “A psicóloga tem horários fixos em que os alunos podem marcar uma consulta. Se for necessário um tratamento prolongado, eles são encaminhados para o consultório particular e pagam um valor com desconto”, conta o diretor do Frei Seráfico, Luis Antônio Chaves.

O diretor do colégio e cursinho Frei Seráfico, Luis Antônio Chaves e a Coordenadora do Ensino Médio do Instituto Auxiliadora, Magali Aquino contam o que a escola faz com relação aos vestibulandos:




Historiadora são-joanense publica livro sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial

Por Laura V. Gouvêa e Lívia G. Carvalho

“Montese significa terreno minado, lutas sem trégua, até corpo-a-corpo, sangue, estilhaços, morte de companheiros esquartejados por granadas...” a definição da Tomada de Montese feita pelo Cabo Francisco Pedro ilustra o que os brasileiros, em especial os são-joanenses que compunham o 11º Regimento de Infantaria enfrentaram em sua participação na Segunda Guerra Mundial. O 11ºRI, atualmente conhecido como 11º Batalhão de Infantaria, enviou cinco mil homens à Segunda Guerra, e grande parte foi responsável pela conquista de Montese.

A vitória se deve ao fato do 11º Batalhão de Infantaria ser um dos únicos no Brasil especializados em montanha, característica da cidade de Montese, onde aconteceu uma das principais batalhas da Segunda Guerra Mundial. E foi justamente a data de comemoração da Tomada de Montese, 16 de Abril, que a historiadora são-joanense Virgínia Guimarães Carvalho, escolheu para lançar o livro: Ex-combatentes do Brasil - Entre a Historia e a Memória, que trata desse tema.

Para o historiador e também doutorando em historia pela UFMG, Carlos Malaquias, “o discurso do historiador sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra é sempre um discurso polifônico, que tenta dar voz aos vários agentes que tornaram esse fato possível e revelar sua experiência.” No Brasil, apenas sete profissionais, contando com a autora Virgínia Guimarães Carvalho, estudam e trabalham o assunto.

O interesse e a curiosidade pela Segunda Guerra Mundial surgiram por questões familiares. “Sendo neta de um veterano da FEB, que sempre se recusara a falar sobre as situações na Itália, cresci na expectativa de um dia penetrar um pouco mais no mundo daquele homem inconstante e doce que é meu avô paterno” afirma a autora.

Quando iniciou suas pesquisas sobre o tema, algumas ressalvas foram feitas à autora por seus orientadores “sempre pensei em me aprofundar no tema, no entanto quando decidir tratá-lo como minha monografia, alguns professores me desaconselharam, já que para muitos, historiadores e exército não combinam” declarou.

Quando terminou sua monografia de conclusão do curso de História pela Universidade Federal de São João del Rei, Virgínia Guimarães Carvalho se inscreveu em um concurso nacional promovido pela Bibliex e conquistou segundo lugar nacional com o trabalho. Após essa vitória, continuou desenvolvendo o tema em seu mestrado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o que deu origem ao livro: Ex-combatentes do Brasil – Entre a História e a Memória. A publicação conta com 282 páginas e pode ser encontrado nas livrarias do país e através do site www.vihoje.net.

ENTREVISTA COM A AUTORA NO LINK:
http://www.youtube.com/watch?v=O94qswLh4yM

Sexo seguro com distribuição de preservativos por motéis

Ayalla Nicolau e Rafaela de Aguiar


Nos quartos, os preservativos ficam disponiveis para a compra

Aprovado pelo Senado, o projeto de lei que obriga motéis, hotéis e similares a distribuir preservativos de graça para os hóspedes já está gerando  polêmica entre os empresários do ramo. A medida de autoria da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) ainda vai ser votada pela Câmara  e depende de sanção da presidente Dilma Rousseff. Se aprovada, os estabelecimentos terão seis meses para se adaptar às novas regras.

“É interessante oferecer camisinhas. Acho que vai ajudar na prevenção das DSTs, já que o casal vai tê-las em mãos no momento certo”, opina a enfermeira Joana D’arc Oliveira. Mas, para o gerente de hotel Sérgio Teixeira, a atitude taxará os estabelecimentos de motéis. “Obrigar um hotel a deixar preservativos nos quartos é um absurdo, muitos têm cunho executivo e recebem famílias. Será constrangedor”, afirma.



Com a aprovação da lei, cada casal terá direito a um preservativo masculino ou feminino. O projeto de lei não especifica como será feita a retirada das camisinhas, se elas deverão ser solicitadas ou disponibilizadas nos quartos. O descumprimento da lei será considerado infração à legislação sanitária e acarretará em advertências, multas e cancelamento de alvará.

Nos motéis, raramente são vendidos preservativos femininos. Em um local do tipo em São João del Rei, a unidade de preservativos masculinos são vendidos por R$2, o que gera um lucro de mais de 400% para o motel. “Só trabalhamos com o modelo masculino, compramos por atacado e revendemos para os clientes. Diariamente são vendidos em média 40 preservativos”, explica o supervisor administrativo Ian de Andrade Mackenzie. “Acho que no final do mês, é um valor razoável que deixaremos de ganhar”, completa.


Universitários enfrentam perigos em ciclovia para UFSJ


Alisson Reis e Marcos Paulo Andrade

Buracos, mato alto, iluminação e sinalização precárias, lama nos dias de chuva, blocos de concreto soltos na pista e a falta de um trevo para acesso ao Campus Tancredo Neves (CTan) são perigos constantes para os universitários que usam bicicleta para chegar a esta unidade da UFSJ. À noite, a falta de visibilidade dos ciclistas por causa dos faróis altos dos carros é outro problema que incomoda e coloca em risco a vida dos estudantes que trafegam pela ciclovia, criada em 2006.

Isis Aline Ferreira, 25, que está no 3° período do curso de Teatro e trafega pela ciclovia várias vezes ao dia e à noite, desabafa: “as dificuldades já começam no final da Leite de Castro, onde não existem semáforos que priorizem a passagem dos ciclistas para pegarem a ciclovia”.

O diretor de Departamento da Secretaria Municipal de Obras, Júlio Rabelo Zanetti, diz que a prefeitura está fazendo obras emergenciais. “O problema do barro na ciclovia nós estamos tentando resolver com a instalação de um bueiro próximo ao CAIC, a fim de conter o excesso que desce em dias dia chuva. Quanto aos buracos e à carência de sinalização, a responsabilidade não cabe somente a prefeitura, mas também ao Departamento de Estradas e Rodagens, com sede em Oliveira”, afirma,

Já a reitoria da UFSJ informou, em nota, que vem fazendo gestões junto aos Governos Federal, Estadual e Municipal para a manutenção da ciclovia e do trecho rodoviário, inclusive para melhoria da iluminação. Também reconheceu que o local encontra-se em péssimo estado de conservação, oferecendo riscos aos trabalhadores, alunos e à comunidade que mora, trabalha ou utiliza a via para práticas esportivas.

No comunicado, a reitoria informa, ainda, que “está em tramitação o projeto de construção do trevo do CTAN, obra avaliada em cerca de R$ 5 milhões que inclui a duplicação da rodovia”, além da previsão de troca das lâmpadas num convênio da prefeitura e da Cemig.


Confira a visão noturna dos ciclistas que estudam no CTan neste vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=xv-8i-IwM7s

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cabelos lisos a que preço?


Rafaela Soares e Samantha Cardoso

          Por questão de praticidade, a estudante Natália Giarola, de 20 anos, recorreu ao uso de químicas em seu cabelo. Ela fez escova inteligente, uma escova sem formol que deixou seu cabelo mais liso e hidratado, porém oleoso. Segundo ela, a profissional fez um teste alérgico, colocou uma pequena quantidade do produto no antebraço  e esperou cinco minutos para ver se a pele ficou irritada. No momento de aplicação do produto é sugerido que se use um pano úmido no rosto para evitar intoxicação. O processo  demorou de três a quatro horas. Natália repete a escova a cada três meses.
Maria Tereza Ferreira, de 26 anos, conta que também fez a progressiva e a profissional pediu que ela aguardasse quatro meses para fazer o retoque. Ela mudou de cidade, o cabelo cresceu e a raiz ficou com aspecto diferente. Por conta própria, comprou um produto no supermercado e pediu a irmã para aplicar. Durante o tratamento, Tereza sentiu uma forte coceira no couro cabeludo e enxaguou os cabelos rapidamente. Porém isso não evitou a queda.
Depois disso, Tereza procurou um profissional que se recusou a realizar qualquer procedimento. Além da queda, teve alergia e foi obrigada a procurar um médico e a tomar remédios. Para tentar melhorar o aspecto do cabelo, fez um novo corte, mais curto. Agora, uma vez por semana, aplica queratina para fortalecimento da fibra capilar e crescimento dos fios.
A profissional de estética e beleza, Cléo Castilho, diz que é a hidratação é muito importante, independente do processo químico, já que o cabelo perde água diariamente. Se o caso for alisamento, o cuidado deve ser redobrado. As pessoas devem ficar atentas aos testes de sensibilidade e ao prazo para retoque.
De acordo com o dermatologista Marcelo Resende Santos, antes de se submeter ao processo químico, é importante que as pessoas se informem e tenham consciência se os produtos são legalizados e dos riscos que podem correr. O formol, por exemplo, que se tornou comum no alisamento capilar por ser um processo rápido, barato e que deixa os fios com um brilho intenso, é perigoso. Os riscos estão na inalação de gases e no contato com a pele.
 Marcelo alerta que os sintomas mais freqüentes no caso de inalação são fortes dores de cabeça, tosse, falta de ar, vertigem, dificuldade para respirar e edema pulmonar. O contato com o vapor ou com a solução pode deixar a apele esbranquiçada,  áspera e causar sensação de anestesia e necrose. Longos períodos de exposição podem causar dermatite (inflamação na pele) e hipersensibilidade, rachaduras na pele e feridas, principalmente entre os dedos, além da temida quebra dos fios de cabelo. A perda de cabelo não ocorre, geralmente, logo após o alisamento, mas, em geral, após o período de três a seis meses. Ele acrescenta que os erros existem tanto por parte dos profissionais, seja por desconhecimento ou busca incessante do lucro, como por parte dos pacientes, que só acreditam nos riscos quando vêem os efeitos colaterais.


          No vídeo a seguir, as cabeleireiras, Maria Bernadete Silva e Lúcia Soares Andrade, falam sobre escova progressiva:





terça-feira, 26 de abril de 2011

23 de abril: dia da educação de surdos

Por Karen Abreu e Natasha Terra

Dia 23 de abril o país comemora o dia da educação dos surdos. Composta por três filosofias educacionais, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda é pouco conhecida e difundida. Com gramática própria e diversidade cultural, a língua de sinais varia de país em país e de estado para estado.
Kelly de Sousa Benvindo, 24, é aluna do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Azarias Ribeiro, em Lavras. Por ser surda tem a ajuda da intérprete Odília Rodrigues Teixeira Cândido e explica que apenas a partir de 2008 teve acesso a uma escola com intérprete para facilitar sua comunicação com os professores e os demais alunos.
A aluna afirma que a presença do tradutor em sala é fundamental, pois aprender português, principalmente, é complicado. Cândido explica que esta dificuldade se deve ao fato do surdo aprender as palavras soltas e as memorizam como imagens. Por tanto, ele lê, mas tem dificuldade para interpretar o sentido do texto. Ela denomina esse processo de aprendizado de “letramento” e não alfabetização. E também enfatiza a importância do português, uma vez que algumas palavras não possuem sinais próprios na Libras e o intérprete precisa recorrer à escrita destas.
Sobre a inclusão, os ouvintes tendem a facilitar a comunicação para eles e não para os surdos, questiona a intérprete. Algumas famílias de surdos, por exemplo, não se interessam em aprender a língua de sinais para facilitar a comunicação no lar. Kelly diz que se sente isolada, triste e até mesmo com baixa-estima quando está em ambientes no qual os ouvintes não detém o conhecimento da Libras.
A instrutora de Libras, Telma Rosa Andrade, explica (por meio da língua de sinais, uma vez que, para ser instrutor é preciso ser surdo) que a educação de surdos possui três métodos, conhecidos como filosofias educacionais.
Para ela a mais comum atualmente é o bilinguismo, forma dos surdos se expressarem através da Libras e da língua oral. Por outro lado, a comunicação total entre surdos e ouvintes é mais complicada de acontecer, uma vez que depende do conhecimento da fala e da palavra. A dificuldade aumenta por causa da família, uma vez que esta obriga o surdo a aprender a língua oral em vez da Libras. O oralismo caracteriza os surdos que aprendem apenas a linguagem oral do país em que vive.
Rosane Lucas de Oliveira é jornalista e intérprete de Libras na Pontifícia Universidade Católica de Minas e apresentadora do Jornal Visual na Rede Minas, diz: “por mais que podemos acreditar na Libras e achar que é a salvação, uma única língua para o surdo, ainda não é suficiente, pois nossa sociedade é brasileira e faz uso da língua portuguesa – sendo assim, acredito que o bilinguismo é o mais adequado”.
Também enfatiza que a educação bilíngue só tem efeitos positivos quando os professores dominam não só a língua de sinas, mas também a cultura surda. Pois os surdos interpretam o mundo com os olhos, diferentemente dos ouvintes que o interpretam com os olhos e ouvidos.
No Brasil, a inclusão social dos surdos ainda é precária. A falta de cursos de preparatórios, da divulgação da existência e da importância da Libras dificultam a formação de mais profissionais na área. Além disso, as famílias precisam se interessar em receber uma educação de como interagir com os parentes surdos.

Lei de 2002 garante direito dos surdos

A Lei 10.436 de 24 de abril de 2002 reconhece a língua de sinais como língua oficial dos surdos, a jornalista Rosane Oliveira explica que a criação desta lei “já foi um importante passo, pois no momento que a legislação reconhece que o sujeito surdo é usuário de outra língua, passa a elaborar políticas públicas mais adequadas para essa significante parcela da população”. Além disso, a profissão de intérprete foi reconhecida em 2010 e isso é consequência da Lei 10.436, afirma a jornalista.
Ainda sobre esta lei, a advogada Paula Terra Passos de Souza explica que no decreto de 2005 a Libras tem um status de idioma oficial do Brasil, pois reconhece essa linguagem como forma de expressão dos surdos do país. Ou seja, sua principal função é diminuir as barreiras da comunicação através da inclusão. Além disso, ao ocorrer a oficialização da Libras, as demais línguas de sinais estrangeiras se tornam repudiadas.
Quanto à educação no país, apenas as escolas estaduais seguem a exigência de possuir intérpretes salas de aula. Por tanto, os pais de alunos surdos dão preferencia à essas escolas ao matricular seus filhos.



















Modificações corporais: busca por identidade e inserção em grupos sociais

 Thayná Faria e Rômer Castanheira


Aos 23 anos, a estudante do curso de Letras da UFSJ, Francine Oliveira, conta 16 tatuagens, 3 escarificações (ou scars, como prefere chamar),13 piercings e mais 10 alargadores. Ela começou com apenas um piercing no nariz, colocado em uma farmácia com pistola de furar orelhas. A vontade de modificar o corpo surgiu na adolescência. Francine investiu na paixão e tornou-se uma body artist. Pesquisou na internet e em revistas especializadas. Logo, a perfuradora corporal (termo usado no Brasil) que praticava apenas em si, já estava trabalhando com amigos e pessoas próximas.
 O psicólogo social, mestre e doutorando em psicologia pela UFRJ e professor da UFSJ, Julio Rocha, afirma que existem inúmeras motivações para que um indivíduo marque a própria pele. “Vemos constantemente nos jornais e revistas, pessoas que tatuam o nome dos filhos ou namorados, frases e declarações de amor, rostos de pessoas importantes na vida delas, símbolos e imagens significativos ou representativos da história de vida das pessoas. Isso tudo evidencia componentes afetivos e sociais que motivam a marcação”, diz. Para ele a modificação corporal proporciona autoafirmação e individuação, que são consideradas fundamentais para o desenvolvimento psíquico dos indivíduos.
 Francine diz que a maioria dos clientes está interessada nas intervenções por questões estéticas.  Outro tatuador e body-piercer, Cleiton Soares, o “Juh”, 28, concorda com Francine, mas acrescenta que muitos fazem porque os amigos também fizeram. “Hoje é moda”, afirma.
O psicanalista Hugo Silva Valente reconhece que esse tipo de prática está intimamente ligada às relações sociais. “A noção de beleza está muito associada à noção do fetiche”, diz. Segundo Hugo, toda modificação é uma tentativa de formar um símbolo representante, seja de status, de beleza ou verdade. Tal como um rito de passagem, a prática da modificação estética seria uma forma de estabelecer laços sociais e se integrar a um grupo.


Dor
A escarificação (ou scarification) é um dos procedimentos que mais causam impacto nas pessoas. Sobre ele, Francine conta que realmente é dolorido, e a parte mais difícil é suportar o ‘depois’, do processo, mas também há certo prazer envolvido.  Ela acredita que tal arte é uma forma de provar maturidade para si mesma dentro da modificação corporal. Entretanto, não é qualquer um que pode fazer a escarificação: “Normalmente já se tem contato com a arte... Para realizar o procedimento leva tempo, como se fosse um treinamento. Tem que avaliar a capacidade da pessoa de suportar a dor”, relata. 
Uma das escarificações da Francine 
Segundo a estudante o risco envolvido na escarificação é maior, visto que qualquer infecção pode alcançar elevadas proporções devido a grande quantidade de tecido exposto no processo. A incisão também é muito profunda; e em relação à cicatrização o ideal é que demore para que o desenho fique mais definido.
E não, não há utilização de anestesia, dúvida muito freqüente entre os não adeptos. “Não é muito certo usar, mas tem gente que prefere – geralmente o artista. Na Venezuela usam abertamente. O problema, é que para o uso da anestesia, também é necessário um profissional qualificado no ambiente”, diz Francine.
Quando questionado sobre a função da dor no procedimento, Julio diz que ela faz parte de todo o processo e pode ser valorizada tanto por quem vivencia a prática, quanto por aqueles que observam. O ato de infringir dor ao corpo é uma forma de obter satisfação. Para Hugo Silva Valente, a psicologia após 1905, depois de Freud, reconhece vários modelos de satisfação que vão contrários à idéia de prazer consciente. Ele deixa claro que fetiche cultural e masoquismo, devem ser vistos de forma isolada. “O sujeito pode formar seu símbolo sem necessariamente sentir dor. Um brinco ou um piercing cumprirá a função reservada ao fetiche, mas dificilmente iria satisfazer o sujeito em busca da satisfação pela dor”, diz. Julio lembra que é necessário diferenciar o masoquismo relacionado a modificações corporais da prática do body-art, onde a dor cumpre função específica.  


Body art ou modificação corporal?
Outro termo utilizado para designar modificação corporal é “Body art”, pois praticantes e admiradores encaram as modificações como expressões artísticas, entretanto, com distinções dentro das próprias práticas. Francine conta que body art é todo tipo de arte feita no corpo ou com ele, como maquiagem artística, performances de qualquer tipo (inclusive as que envolvem agulhas ou a própria suspensão), além da pintura corporal. “Modificação corporal, body modification ou body mod envolve uma modificação do corpo mesmo, a "longo" prazo, mas não necessariamente permanente”, diz.
Juh concorda. Segundo ele, a body art engloba todos os tipos de modificação corporal, mas o termo ‘modificação corporal’ refere-se principalmente a “procedimentos que fogem um pouco dos padrões e que geralmente são irreversíveis”. 


Regulamentação profissional
Assim como para tatuagens e piercings, práticas mais “extremas” de modificação corporal também não exigem regulamentação profissional. Os interessados em aprender tais técnicas realizam cursos ou tem ajuda de alguém mais experiente. Entretanto, Juh e Francine acreditam que se aprende realmente no dia-a-dia, com a prática.
Autoretrato do Juh
Para o tatuador, saber desenhar é essencial. Existem cursos específicos que cedem certificados.  Juh participou de vários desses cursos, sendo o primeiro realizado na cidade de Perdões, em Minas Gerais. Porém, sobre tais cursos, Francine relata que tanto o de desenho quando de tattoo são poucos e muito caros. Ela aprendeu o ofício principalmente com profissionais mais experientes que estão no ramo já há algum tempo. Algumas pessoas desenvolvem essas habilidades de forma autodidata, principalmente o desenho. O próprio Juh conta que começou a desenhar sozinho, quando criança.
Branding e Escarificação são para ele as práticas mais extremas, enquanto a suspensão tem se tornado mais comum. Existe também uma técnica na qual se aplica pigmentação aos olhos, mas essa ainda não tem nome específico. Essas modalidades de body art são realizadas paralelamente às práticas que acontecem no estúdio, mas não são tão publicizadas como as tatuagens, pois na teoria são ilegais: “É super velado. Feito em estúdio mesmo, mas não há propaganda”, diz Francine. Autoridades entendem esse tipo de procedimento como mutilação, mesmo que os praticantes estejam de acordo ao realizá-las.  


Riscos e cuidados
Quanto aos riscos existentes em processos de modificação corporal e body art, os profissionais dizem que devem ser encarados com seriedade, como em qualquer procedimento cirúrgico. Infecções simples que podem vir a generalizar-se, quelóides, cicatrizes permanentes, rejeição às peças, e doenças como hepatite e HIV. Juh diz que para evitar qualquer tipo de problema é importante observar as condições de higiene e assepsia do local e do profissional, além de verificar se o estabelecimento tem autorização da Vigilância Sanitária.
Material utilizado no estúdio Empório Tattoo
O material utilizado no estúdio deve ser descartável e esterilizado, se necessário. Para a esterilização eficaz, o profissional deve usar o autoclave. O armazenamento do material também deve ser feito com cuidado, respeitando as indicações adequadas para cada produto e instrumento.

Francine conta que o problema em alguns locais é a falta de cuidado dos profissionais. A falha mais comum é a retirada das luvas antes de terminar o procedimento, quando, por exemplo, o cliente já se foi, mas ainda restam agulhas para serem jogadas fora. Essa falta de atenção coloca em risco a saúde do próprio profissional, que entra em contato direto com material cortante utilizado no processo. A forma de descarte é a mesma do lixo hospitalar. Juh diz que em seu estúdio, isso é separado e uma pessoa passa para buscar. “Não pode ser deixado na rua como qualquer tipo de lixo”, explica.  


Preconceito e discriminação
O psicólogo social Julio Rocha diz que a discriminação em relação a body art e modificação corporal ainda existe e é bem definida, especialmente em relação à aficionados que marcam boa parte do corpo. Para ele é importante evidenciar que algumas práticas podem ser mais valorizadas socialmente e esteticamente – como o implante de silicone nas mamas, por exemplo – enquanto outras podem ser menos apreciadas pela sociedade, como o uso de alargadores ou escarificações.
Juh e Francine concordam que atualmente o tema é visto com menos preconceito, mas ainda há alguma resistência: “Ainda tem essa visão, mas a marginalização é menor. É mais o impacto mesmo”, diz Francine em relação à aversão de algumas pessoas à modificação corporal.

*Fazendo uma tatuagem: assista ao video!* http://www.youtube.com/watch?v=lgGP4edfPyE
 

Tipos de modificação corporal e body-art mais comuns
Tatuagem: é uma das formas de modificação corporal e body art mais conhecidas. Um desenho permanente é feito na pele a partir de aplicação subcutânea de tinta. Durante muitos séculos foi irreversível, mas atualmente pode ser “apagada” com laser. A remoção completa (que não deixe ao menos uma pequena cicatriz) geralmente não é possível.
Piercing: trata-se de uma perfuração na pele para aplicar alguma jóia feita especificamente para esse tipo de body-art.
Alargadores: são peças que mantém o tecido expandido. A idéia é expandir qualquer tecido para colocação de uma peça maior.
Escarificação: é um procedimento permanente concebido para decorar o corpo. É feita incisão na pele com o intuito de cortar ou remover tecidos. O instrumento utilizado, geralmente bisturis, deve ser afiado e esterilizado. Existem diferentes tipos de escarificação, caracterizadas pelo material utilizado e técnicas aplicadas. Essa prática é considerada muito valiosa artisticamente por alguns clãs e tribos, principalmente na África Ocidental. 
Branding: são queimaduras feitas por aço ou laser e cauterizadas por ferramentas como ferro de solda, por exemplo.
Microdermal: o microdermal é uma micro placa que fica sob a pele com uma saída única, onde podem ser rosqueadas peças, que por sua vez podem variar desde implantes simples a algo mais sofisticado. O efeito visual é de que a pessoa está utilizando jóias.
Subdermal: material tipo PTFE ou teflon implantado debaixo da pele – é o único implante subcutâneo. Simula a aparência de chifres, por exemplo.
Transdermal: é o antecessor do microdermal. Possui apenas uma saída e é feito com incisão cirúrgica interna, além do furo.
Suspensão corporal: é o ato de suspender um corpo humano através de ganchos passados por perfurações na pele. Estas perfurações são temporárias e normalmente abertas pouco antes da suspensão ocorrer. Os ganchos utilizados são feitos de aço cirúrgico e colocados como piercings tradicionais, com agulhas. A localização exata desses ganchos no corpo determina o tipo de suspensão que está sendo executada, e o número de itens instalados geralmente depende do peso da pessoa e seu nível de experiência.

*Colaboração de Gabriel Riceputi

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