| Foto Marcus Santiago |
| Werekson Pablo, proprietário do salão e a cliente Isabella Silva |
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Nos últimos anos, tem-se a sensação de que os dias estão mais curtos, que não há tempo para fazer nada além das tarefas do dia-a-dia. Circula inclusive pela Internet, uma teoria que realmente o dia está mais curto, em vez de 24 horas, teria 16, isto explicaria a escassez de tempo que todos sentem. Isto foi até reforçado pelos estudos que fizeram depois do terremoto do Japão, que teria deslocado o eixo da Terra em alguns milésimos de graus, o que fez com que os dias ficassem um milésimo de segundo mais curto.
Especulações e teorias à parte, a psicóloga clínica, psicanalista e mestre em Educação, Alessandra Santos, diz que a queixa é comum em seu consultório e quem reclama mais são os adolescentes. “Eles têm sempre a desculpa que não podem estudar porque estão sem tempo”, acrescenta. Ela salienta que para Freud e Lacan, o inconsciente é atemporal. “A psicanálise não trabalha com o tempo cronológico, o tempo real”. Alessandra pede para que os adolescentes anotem tudo que fazem diariamente, é o chamado Quadro de Rotinas. Durante uma semana o paciente anota o que fez durante o dia, em todos os detalhes: sono, estudo, lazer. A partir daí, a psicóloga sugere uma melhor organização e disciplinarização do tempo e de cada atividade. Ela faz questão de destacar que cada pessoa tem uma rotina, portanto tem uma organização diferente. “Na verdade não existe uma fórmula mágica para tal”, completa.
O empresário Ronaldo Andrade, 52, (foto) diz ter a impressão que o tempo passa mesmo mais depressa. Ele não tem uma rotina específica, mas acorda todo dia às 5h30 da manhã, “de segunda a segunda”, faz questão de destacar. Ronaldo tem uma agência de compra e venda de caminhões, uma pequena transportadora e uma propriedade rural no município de Carrancas, onde cria gado de corte e planta eucalipto. “Meu filho Tiago ajuda na administração, mas no final sou que faço quase tudo”, diz. Andrade viaja para comprar caminhões e gado, faz uma caminhada de seis quilômetros no fim da tarde e ainda gerencia seus empreendimentos. “As outras atividades vou encaixando no tempo que sobra durante o dia. Vou na fazenda de vez em quando, o dia-a-dia é aqui em São João mesmo, nessa correria”, diz. O empresário não sabe se está certo ou errado não planejar suas atividades, “mas está dando certo e não vou mudar. Tenho meu patrimônio devido a meu esforço e perseverança e dou muito valor ao que possuo”, finaliza.
Já o estudante do terceiro período de Ciências da Computação, Leonardo Gonçalves, 18, diz ter se organizado “na marra”. Ele conta que quando entrou na faculdade ainda tinha a rotina bem descontrolada. “Talvez porque até no ensino médio, a gente é mais relaxado”, justifica. Depois de ser reprovado em algumas disciplinas no 1º período do curso, o estudante decidiu organizar a sua rotina. “Agora melhorei as notas, tenho tempo para jogar bola, curtir uma balada e até pegar algum bico”, comemora. Segundo ele, a tática é anotar as metas de ações do dia e manter o foco no que está fazendo em cada momento.
Para o estudante de Letras e bolsista de Iniciação Científica, Nilton da Silva Júnior, “cronometrar as ações é o segredo. Essa é a melhor maneira de se usar o tempo a seu favor. Se você fizer uma escala, dedicando cada hora de seu dia a determinado assunto, você observará seu rendimento”. Ele diz que dedica a manhã à sua graduação, fazendo estágios e tarefas acadêmicas. À tarde, se concentra no projeto de iniciação científica. Nesse período, ele lê a bibliografia e escreve o trabalho.
Já para a professora do curso de Letras, Suely da Fonseca Quintana, “a organização do tempo é fundamental para as atividades de trabalho, já o tempo das vivências, o tempo de nossa vida é outro caso”. Ela aconselha o uso de uma agenda, “assim o tempo permanece organizado e você não esquece seus compromissos”, declara a professora. Suely ainda pontua que outra forma é colocar os assuntos em ordem de prioridade: os mais importantes devem ser resolvidos primeiro, assim o tempo não acumula e os trabalhos não ficam todos para a última hora.

A Assessora de Assuntos Internacionais da UFSJ, Adelaine La Guardia, participou hoje, no Ministério da Educação, em Brasília, da apresentação do programa “Ciência sem fronteira”. De acordo com os ministros Fernando Haddad, da Educação, e Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, o projeto pretende enviar até 2014, 75 mil estudantes ao exterior.
Segundo Adelaine, do total de bolsas, 28 mil serão destinadas à graduação e o restante à pós-graduação, em nível de doutorado e pós-doutorado. “É muito importante entender que este programa está dirigido, prioritária, mas não exclusivamente, para as áreas de Ciências Exatas e Tecnológicas, principalmente as engenharias, uma vez que estas são consideradas pelo governo áreas estratégicas ao desenvolvimento do país”.
| Os grandes vilões do sódio |
Por Laura V. Gouvêa e Lívia G. Carvalho
O número de acidentes no trânsito em São João del Rei aumentou 20,48% em um ano, de acordo com o 38° Batalhão de Policia Militar. De janeiro a abril de 2010 foram registrados 166 acidentes, enquanto no mesmo período deste ano, este número chegou a 200.
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, em 2009, já circulavam na cidade 30 mil veículos, entre carros, motos, caminhões e ônibus. De acordo com o Censo 2010, a população de São João del Rei aumentou 7,35%, chegando a 84.404 habitantes. Esse crescimento populacional pode ser notado no trânsito da cidade, que também teve um aumento no número de veículos.
Esta expansão no trânsito local já causa vários problemas, pelo menos é isso que o mototaxista há 15 anos Clésio Rogério de Resende, afirma. “O trânsito em São João del Rei precisa melhorar os sinais e os estacionamentos que não tem”. Já Pablo Diogo Guimarães que utiliza sua moto apenas para ir trabalhar observa outros problemas no trânsito da cidade: “São João del Rei não pune quem desobedece as leis de trânsito. É possível observar várias infrações acontecendo sem que nenhuma medida seja tomada. Esta falta de punição faz com o que trânsito se desorganize e não se estruture como deveria ser” afirma o auxiliar de dedetizador.
Para o secretário de planejamento, orçamento, avaliação e trânsito de São João del Rei, José Egídio de Carvalho, o problema não é exclusivo da cidade. “A melhor solução seria a melhora do transporte público. Isso incentivaria as pessoas a deixarem seus carros na garagem e andarem de ônibus” afirma o secretário. “Outro fator que faz com que o trânsito local se torne cada vez mais desestruturado é o fato de São João del Rei ter se tornado uma cidade-pólo, receber muitos estudantes todos os anos, e acolher pessoas de cidades vizinhas que vêm para cá diariamente e além, é claro, de ser uma cidade turística que tem um grande número de turistas no trânsito”, afirma José Egídio de Carvalho.
Para tentar encontrar uma solução, o secretário revela que um estudo está sendo feito por uma empresa especializada, no sentido de melhorar o fluxo, a segurança e a fluidez dos veículos quem vêm crescendo muito na cidade.
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| Carlos Bem, presidente do MGRV |
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| O casal Anderson e Yan |